A glitch art pode ser definida como a estetização das formas de erro, sejam eles digitais, como alteração do código fonte de uma foto, ou físico, como a interferência na transmissão de dados de um cabo. Descobri essa interessante forma de arte a um tempo atrás, até pensei que veria mais novidades sobre este tipo de expressão artística mas infelizmente não foi muito difundida.
A palavra glitch, veio do termo alemão glitschig, que significa "instável" e "incerto". Os glitchs são o resultado de um erro de comunicação ou de tradução (no caso de código) quando são passados de um ambiente a outro.
Os glitchs podem ser divididos em dois grupos, os puros, que são quando a pessoa não tem a intenção de cria-los, como por exemplo, um cd arranhado de onde se tirou uma imagem que veio com erro.
O segundo tipo são os instigados, que é o tipo de erro provocado por uma decisão do usuário.
Os artistas que usam esta técnica sintetizam os meios para criar o ambiente necessário para antecipar um possível resultado de uma falha. Um glitch instigado é então uma alteração prevista para criar algo que se assemelhe ao aspecto visual de uma falha real.
É interessante notar, que o resultado se for conseguido através de programas de manipulação de imagens, como Photoshop, Paint, Corel Draw, etc. não são considerados glitch art.
Essa reportagem da Folha : "Tilts" viram arte digital e ganham a rede é bem explicativa também.
Lá no Flickr tem um grupo legal sobre glitch art , onde além de imagens, rolam discussões bem interessantes. No grupo só são aceitas imagens com erros reais de transmissão ( bug em cameras por ex. ) ou databend ( edição por programa de código ).
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| Glitch de teste que fiz com uma imagem de stock. |

